Viver é tão bonito

Viver é tão bonito. Nosso “agora” é um conjunto de pessoas que nos encostaram, dos que foram, dos que ficaram. Somos uma consequência das coisas que nos aconteceram e do que escolhemos fazer com elas. Nos dividimos com amigos, emprestamos colos, olhares e até mostramos nossa raiva numa briga. Somos aquilo que nossos olhos guardam, acervo de suspiros que enchem o peito, lágrimas e gargalhadas. Nós somos aquilo que mesmo manco escolheu continuar. Aquele que mesmo ferido não parou de lutar, porque desistir está fora de questão. Nós somos muito mais alma do que carne. Nós somos humanos, errados tentando acertar. Nós somos a insegurança, medo e que mesmo assim se joga nesse mar incerto que é a vida. Noite de verão, música que conforta, cobertor no inverno, esperança, olhos cheios de sonhos. Abraço que abriga e cura. Peito que acolhe, sara, faz chá e se faz de morada. E viver, porque viver é pra quem se entrega. Ser plural, sem deixar de ser singular. Cuidar-se, ser o próprio lar. Descobrir-se e aceitar até o jeito torto de ser. Viver é muito mais compartilhar do que imaginamos. Doar, emprestar e devolver-se. Rasga e remenda. Dói e vira cicatriz. Florescer feito flor, todos os dias, com ou sem sol.
—  Nina
Viver é tão bonito Viver é tão bonito Reviewed by Marcelo Pigozzo on 21:34 Rating: 5

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